Eflorescência: Saiba Tudo Sobre Essa Patologia

Antonio Neves
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Antonio Neves

Eflorescência: Saiba Tudo Sobre Essa Patologia

Você sabe o que é eflorescência? Essa pergunta é o centro da nossa matéria, que abrangerá tudo relacionado a essa patologia tão comum e, que apesar de parecer complicado, garanto que vai ser bem simples de entender!

Compilei meus conhecimentos e experiência para garantir um aprendizado produtivo! Confira o que preparei para você!

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O termo “eflorescência” pode não soar tão familiar, mas tenho certeza que já viu várias manifestações dessa patologia por aí, pois elas estão em toda parte: é só dar uma volta pela cidade para encontrá-las em diferentes tipos de superfícies!

Se você apenas ouviu falar sobre a eflorescência, mas ainda ficaram dúvidas, venha conosco que vamos acabar com elas já! E ainda, se é da área da construção civil e lida com esse problema no seu dia dia, este artigo também é para você!

Para ficar mais didático, separei o nosso assunto em partes. Primeiro, vamos falar sobre o próprio conceito de eflorescência de uma maneira mais simples, mas também, para aqueles que quiserem se aprofundar, vamos explicar o todo o processo e as reações químicas que provocam o surgimento da patologia. Depois, esclarecer algumas confusões comuns entre eflorescências e carbonatação e lixiviação.

Os próximos tópicos serão dedicados para entender os fatores causadores da patologia e como acabar com ela. Por fim, preparei, com exclusividade, exemplos de eflorescências em vários tipos de substratos e, ao visualizar a foto, poderá entender melhor ainda! Então, aproveite essa oportunidade e fique sabendo tudo sobre as eflorescências! Podemos começar?

O que é a Eflorescência?

Sabe aquelas manchas esbranquiçadas e com aspecto escorrido nas superfícies, muito comuns e facilmente identificadas quando observamos construções?

De uma maneira simplificada, as eflorescências são depósitos cristalinos de cor esbranquiçada que surgem na superfície do revestimento através de reações químicas.

Esses depósitos são formados quando os sais solúveis são transportados pela água utilizada na construção ou até vinda por infiltração que, em contato com o ar, solidifica-se e formam-se os depósitos esbranquiçados. Mas, para você entender porque elas aparecem, vamos nos aprofundar um pouco. Prometo que vou descomplicar; então, não desista!

Agora, mais tecnicamente…

Sabemos que as eflorescências são depósitos esbranquiçados que se formam quando o substrato em contato com a água, mas como se dá este processo?

Em primeiro lugar, temos que entender que a principal causa das eflorescências nas alvenarias é a presença da cal livre em quaisquer substratos que levam cimento na composição, como argamassas de assentamento, de encunhamento lateral, reboco, chapisco e blocos de concreto.

Isso porque o cimento contém os compostos químicos hidróxidos de cálcio e hidróxidos de magnésio, que ao reagirem com o gás carbônico do ar, transformam-se na cal livre, processo chamado de carbonatação. A reação química que explica isso é a chamada “cura da Cal Livre”, que pode ser:

Carbonatação do Hidróxido de Cálcio
Carbonatação do Hidróxido de Cálcio

Hidróxido de Cálcio + Gás Carbônico do Ar → Carbonato de Cálcio (ou “Cal Livre”) + Água

ou

Carbonatação do Hidróxido de Magnésio
Carbonatação do Hidróxido de Magnésio

Hidróxido de Magnésio + Gás Carbônico do Ar → Carbonato de Magnésio (ou “Cal Livre”) + Água

Então, a condição inicial para que a eflorescência apareça é a existência da cal livre e ela é encontrada em tudo que leva cimento. Por isso, é bom ficar atento porque o leque de superfícies que podem ser afetadas por essa patologia é enorme, embora haja algumas prevalências que vamos explicar mais pra frente!

Assim, quando a cal livre entra em contato com a água, seja ela proveniente de chuvas seja de empoçamentos, lavagens ou quaisquer outras fontes, ocorre a dissolução da cal livre. Essa solução, por conta de diferentes níveis de concentração do sal, migra, através de processo osmótico, para a superfície e a evaporação da água resulta na formação dos depósitos salinos esbranquiçados, a chamada eflorescência. Foi fácil, não foi?

Então, agora vamos entender outros processos que, muitas vezes, as pessoas confundem com eflorescência, mas não são a mesma coisa, embora exista relação entre eles. Para esclarecer as confusões e sanar as dúvidas, leia os próximos tópicos!


Eflorescência ou Carbonatação?

Já que conversamos um pouco sobre a eflorescência, que tal saber um pouco mais sobre a carbonatação, que já falei anteriormente através das equações químicas?

Lá, mostrei que os hidróxidos de cálcio ou magnésio presentes dentro do concreto ou ainda que tenham sido lixiviados até a sua superfície sofrem um processo quando reagem com o gás carbônico do ar, formando os carbonatos de cálcio ou magnésio, sais solúveis em água.

No caso do concreto, que apresenta elevado pH (alcalino), essa reação faz baixar significativamente seu pH, tornando-o mais ácido, deixando as armaduras mais expostas e suscetíveis à corrosão.

Vou te explicar com mais detalhes, acompanhe comigo. Depois dos hidróxidos de cálcio ou magnésio reagirem com o CO2 do ar, precipitam-se os carbonatos, Ca(CO)3 ou Mg(CO)3  e uma camada com alcalinidade menor da área que não sofreu a reação é formada.

Assim, a carbonatação avança de fora pra dentro do concreto e quando atinge a profundidade das armaduras (ferragens), o processo corrosivo se inicia. Os primeiros sinais da carbonatação manifestam-se por depósitos brancos na superfície do concreto e ficam mais evidentes quando surgem fissuras e desplacamento da camada de recobrimento.

Além do processo corrosivo que as ferragens do concreto sofrerão, com o passar dos anos, ocorrerá uma expansão volumétrica do ponto afetado, aumentando o tamanho da trinca, gretagem ou “bicheira”, o que contribuirá para a degradação do concreto. Se quiser saber mais, continue lendo, que vou fazer uma análise química sobre isso.

Quando pensamos em peso molecular, temos:

Ca(OH)2 = 74 gramas/mol
Ca(CO)3 = 100 gramas/mol

Isto quer dizer que quando o hidróxido de cálcio reage com o gás carbônico, pela reação de carbonatação, tendo como resultado o carbonato de cálcio, podemos notar um aumento de mais de 35% de massa e, consequentemente, no volume.

Como dois corpos não ocupam ao mesmo tempo o mesmo lugar no espaço, ocorrerão sucessivas microexpansões no concreto neste local, levando à degradação do sistema.  

Você já deve ter visto o concreto sofrendo esse processo de corrosão, pois é muito comum, mas saiba que a prevenção é muito simples! A carbonatação do concreto é mais frequente em regiões com umidade relativa do ar e temperaturas mais elevadas, regiões com alta concentração de CO2, entre outros fatores e é agravada conforme a maior incidência deles.

Então, se feita da maneira correta, a impermeabilização ajuda no combate à carbonatação e ao processo corrosivo das armaduras do concreto, pois manter a camada de cobrimento íntegra e com baixa permeabilidade e, consequentemente, alta alcalinidade, promove melhor proteção para as armaduras contra a corrosão.

Eflorescência ou Lixiviação?

Lixiviação: o que ela tem a ver com eflorescência? Você pode até desconhecer esse termo, mas tenho certeza que sabe do que estou falando! A lixiviação faz parte do processo do surgimento da eflorescência, porque consiste no acúmulo de hidróxido de cálcio na superfície.

Mas, como isso acontece? A lixiviação é o fenômeno de entrada de água dentro do concreto, dissolvendo o Ca(OH)2 e Mg(OH)2, presentes no cimento,  e trazendo-os até a superfície.

Quando na superfície, os hidróxidos de cálcio e magnésio reagem com o CO2 do ar, sofrendo a reação de carbonatação, transformando-se nos sais, que com a evaporação da água, formam-se as manchas brancas que chamamos de eflorescência. Ou seja, a lixiviação torna possível a ocorrência das eflorescências.

Além disso, a entrada de água pelo concreto, a lixiviação, pode ocasionar problemas mais sérios para as peças de concreto, como redução da resistência mecânica por conta da perda de sólidos no concreto, além de abrir caminhos para a entrada de substâncias nocivas às armaduras e ao próprio concreto. Portanto, a entrada de água pelo concreto pode provocar falhas de concretagem (“bicheiras”), trincas, gretagem, aberturas causadas pela falta de hidratação no processo de cura, levando a uma perda de massa, oxidação das ferrugens e futuras perdas de propriedades mecânicas.

Parou para pensar que se evitarmos a ocorrência de lixiviação nos concretos também estaremos prevenindo o aparecimento da eflorescência? Isso porque sem os hidróxidos na superfície, a reação de carbonatação não é possível e assim, não se formam os sais, essenciais para o surgimento das eflorescências.

se evitarmos a ocorrência de lixiviação nos concretos também estaremos prevenindo o aparecimento da eflorescência

E como criar uma barreira para que não aconteça o processo de lixiviação? Para ocorrer a dissolução dos sais, é necessário que o concreto tenha contato com água, portanto, evitar a penetração da água já é suficiente para bloquear o desenvolvimento do processo, evitando também, consequentemente, as eflorescências. E como impedir a passagem de água, você sabe, né? Não tem segredo: é só impermeabilizar da forma correta!  Vou te contar como fazer mais pra frente!

Fatores Para o Surgimento da Eflorescência

Acho que já deu para entender quais os fatores que causam o surgimento da eflorescência, mas agora, vou resumir tudo neste tópico para ficar mais fácil de entender.

Como a eflorescência surge por conta da dissolução dos sais em água, que ao evaporar, formam os depósitos esbranquiçados, concorda que impedir o contato da água com a superfície evitaria essa patologia?

Se não tem água disponível, os sais não vão se dissolver e, portanto, não surgirão os depósitos salinos e as manchas esbranquiçadas. É tão simples assim? SIM!

Por incrível que pareça, impedir o contato da água ou umidade na superfície evita a eflorescência!

Mas, se você já ouviu falar que existem outras causas, vamos, lá! Vou explicar um pouco sobre as mais conhecidas, mas observe que em todas elas, o problema está muito relacionado com o contato da superfície com a água ou umidade:

  • Excesso de água: uma maior quantidade de água em contato com o substrato facilita o transporte dos sais até a superfície;
  • Materiais com alto teor de sais solúveis: materiais que apresentam em sua composição mais hidróxidos de cálcio e magnésio têm maior probabilidade de desenvolverem eflorescência. Por isso, é mais recomendado  o uso de cimentos CP III e CP IV, os quais possuem menor concentração de hidróxidos, diminuindo a ocorrência da patologia;
  • Ambiente quente e úmido: a umidade é vapor de água, que pode penetrar pela superfície, tornando possível a dissolução dos sais e a temperatura elevada funciona como um catalisador para acelerar as reações;
  • Impurezas na areia: se a areia utilizada no preparo do concreto tiver impurezas, pode tornar o material mais poroso, o que facilita o transporte dos sais solúveis pela água;
  • Fissuras no rejuntamento: as fissuras no rejunte são espaços que vazios que facilitam a penetração da água no concreto, tornando a eflorescência mais provável. Por isso, é importante cobrir qualquer fresta o mais rápido possível.
  • Juntas de dilatação: assim como em fissuras no rejuntamento, se houverem falhas na selagem de juntas de dilatação ou selagens comprometidas por falta de manutenção, ocorrerão infiltrações. Então, selagem de juntas de dilatação também são super importantes.

Esses foram alguns exemplos de fatores causadores das eflorescências, mas existem muitos outros, pois tudo que facilita o contato de água com o material pode ser um fator determinante para o surgimento da patologia. Por isso, enquanto não cessar a passagem de umidade e o contato com a água, o surgimento de eflorescências permanecerá.

enquanto não cessar a passagem de umidade e o contato com a água, o surgimento de eflorescências permanecerá

Então, para bloquear a passagem de água ou umidade para um substrato, nada melhor do que utilizar um impermeabilizante adequado. É disso que vou falar no próximo tópico!

Como Acabar com a Eflorescência?

Como acabei de falar, o melhor a se fazer é impermeabilizar a superfície que está suscetível ao surgimento de eflorescência, isto é, materiais que contêm hidróxidos de cálcio e magnésio na composição, como argamassas, blocos cerâmicos e de concreto, rejuntamentos e pisos.

Ao evitar a passagem de água ou umidade, quebra-se desde o início todo o processo de formação da patologia. Então, impermeabilizar, além de ser um procedimento muito simples, ajuda também na limpeza e conservação do material, mantendo a estética impecável e com baixa demanda de manutenção.

Pensando nisso, a Blok desenvolveu inúmeros impermeabilizantes que são muito recomendados para evitar o surgimento de eflorescências, além de contribuírem para uma limpeza mais fácil, conservação duradoura e baixos custos de manutenção. Por isso, evitar essa patologia é mais simples do que você imaginava, não é mesmo?

Mas, e se você não fez a impermeabilização da maneira correta e apareceram as tais manchas brancas? E agora? Será que tem solução? Fique tranquilo porque eu digo que sim!

A Blok saiu a frente e também pensou em como solucionar as áreas já afetadas pelas eflorescências! Quer saber como?

O Blok Eflohard é um produto de ação imediata no combate à eflorescência presentes nas argamassas e concreto, pois é um conversor que reage com a cal livre presentes nos substratos afetados, transformando as eflorescências em compostos endurecidos, eliminando a patologia.

É bom deixar claro que, ao utilizar Blok Eflohard, as eflorescências vão sumir, mas se continuar existindo contato com água ou umidade e a superfície não estiver impermeabilizada, o surgimento de eflorescências permanecerá.

E se as eflorescências não forem convertidas com o produto certo, patologias mais sérias poderão aparecer. Por isso, indicamos fortemente aplicar um impermeabilizante adequado o quanto antes para evitar ter que lidar com esse problema, certo?

Confira Alguns Exemplos e Veja se Seu Caso se Encaixa em Algum Deles:

Agora, eu separei alguns exemplos que encontrei de eflorescências em construções. Observe que elas estão em toda parte e que são facilmente identificadas em diversos tipos de substratos.

Também repare o estrago estético que elas trazem, deteriorando e degradando o material. Por isso, leia o que preparei para entender mais caso a caso. Lógico que cada caso deve ser analisado e tratado considerando suas especificidades, mas aqui você vai ter uma boa noção de como essa patologia tão comum se manifesta em diversos tipos de revestimentos. Está pronto?

Eflorescência em Concreto

Como o bloco de concreto tem uma composição química que se aproxima muito mais da argamassa de assentamento, a migração dos compostos químicos para os blocos é menor, o que indica que a probabilidade de ocorrer eflorescências em blocos cerâmicos é muito maior. Apesar disso, há muitos casos de eflorescência em blocos de concreto, manifestando de maneira muito acelerada e intensa. É o que veremos a seguir.

Eflorescência em Bloco de Concreto
Eflorescência em Bloco de Concreto

Nessa imagem, temos um assentamento de alvenaria com argamassa base cimento e areia. Esta argamassa é rica em cimento, o que faz que ela tenha mais cal livre do que o próprio bloco de concreto, estando mais suscetível à ocorrência da patologia.

Vemos aqui um exemplo clássico em que a argamassa de assentamento está fornecendo cal livre para o bloco de concreto e, ao seu lado esquerdo, nota-se uma degradação da argamassa de assentamento. É possível verificar que existe uma falha do sistema de impermeabilização e já está até passando barro pelos pontos onde a argamassa mais se degradou.

Podemos observar também que os formatos das eflorescências sempre culminam próximos à argamassa de assentamento e, em alguns blocos, se direcionando mais para o centro. Logicamente, é uma prova de que a eflorescência sempre parte da argamassa de assentamento  para o interior da parede do bloco.  

Eflorescência em Bloco Concreto através de Pintura
Eflorescência em Bloco Concreto através de Pintura

Aqui, temos uma alvenaria feita com bloco de concreto com uma argamassa rica em cimento. A eflorescência saiu da argamassa de assentamento e de encunhamento lateral, passou para dentro do bloco e atravessou a pintura acrílica, de cor terracota, conseguindo fazer microfuros e ultrapassar a pintura. Em alguns pontos ela já degradou a pintura e a camada mais superficial do bloco, deixando-o mais rústico do que o normal porque está ocorrendo uma perda de massa do bloco de concreto. Isto prova que a eflorescência pode ultrapassar inclusive a pintura, desplacando-a ou não.

Eflorescência em Bloco de Concreto e Argamassa de Assentamento e Encunhamento Lateral
Eflorescência em Bloco de Concreto e Argamassa de Assentamento e Encunhamento Lateral

Novamente, temos uma alvenaria feita com bloco de concreto com uma argamassa rica em cimento. Esta argamassa submetida a condições de umidade está solubilizando a cal livre (hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio), transmitindo em todos os sentidos para os blocos de concreto. Vemos também um acúmulo dos carbonatos de cálcio e magnésio, que seriam os produtos curados dos hidróxidos, os quais foram lixiviados e solubilizados pela passagem de água de dentro para fora. Também é possível verificar o início da degradação da composição química da argamassa de assentamento e encunhamento lateral, já aparecendo falhas e furos na superfície delas.

Eflorescência em Bloco de Concreto
Eflorescência em Bloco de Concreto

Nesta imagem, podemos observar uma alvenaria construída com blocos de concreto com uma argamassa rica em cimento, umidade pelo lado interno da construção e passagem de umidade carregando, através das falhas nas argamassas de assentamento e encunhamento lateral, e trazendo o barro para a superfície nas juntas de dilatação, principalmente à esquerda da foto e em alguns pontos à direita.

A eflorescência está demarcada, principalmente, nos blocos das suas extremidades para o centro, demonstrando que argamassa de assentamento e encunhamento lateral está fornecendo hidróxidos de cálcio e magnésio, os quais estão entrando nos capilares dos blocos, saindo até a superfície e, por consequência, após a carbonatação, formam-se sais puros de carbonatos de cálcio e magnésio, na cor branca, pois todos os carbonatos do grupo 2A da tabela periódica formam sais brancos.  

Eflorescência em Bloco de Concreto em Alvenaria Estrutural
Eflorescência em Bloco de Concreto em Alvenaria Estrutural

Aqui, temos uma alvenaria feita com bloco de concreto com uma argamassa rica em cimento, pintada com tinta acrílica, tendo a umidade passando de dentro para fora. A umidade passou, lixiviou, solubilizou o hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio, presentes dentro da argamassa de assentamento, que doou para os blocos. Esse excesso de hidróxido de cálcio e magnésio,  com o aumento da alcalinidade interna, conseguiu fazer microfuros na pintura, atingindo a superfície dos blocos, e ao entrar em contato com o gás carbônico do ar, por meio da reação de “cura da cal livre”,  formam-se os sais e, consequentemente, a eflorescência, dando início à degradação do ambiente construído.

Eflorescência em Bloco de Concreto Através de Pintura Acrílica
Eflorescência em Bloco de Concreto Através de Pintura Acrílica

O exemplo acima mostra a eflorescência em um rodapé de alvenaria em bloco de concreto, que possui uma falha de impermeabilização da base. Além disso, podemos evidenciar uma segunda patologia da eflorescência, com os sais atravessando a pintura acrílica e carbonatando sobre a sua superfície.

Diante dos exemplos demonstrados sobre eflorescências em alvenarias feitas com blocos de concreto, temos de levar em consideração que a presença de umidade vindo de dentro para fora, além de causar um dano estético ao ambiente construído, também está causando uma patologia mais grave, que é a degradação da argamassa de assentamento e encunhamento lateral assim como a degradação dos blocos de concreto, havendo perda de massa em ambos os casos.

Além disso, nos próximos anos, teremos a manifestação de um comprometimento cada vez maior das estruturas, pois as ferragens que estão dentro dos blocos de concreto, nos pontos de graute tanto na vertical quanto nas canaletas horizontais, sofrerão maior oxidação, aumentando seu volume uma vez que a ferrugem tem um peso molecular maior que o ferro contido no aço. Portanto, com maior peso molecular e maior volume, a ferragem vai se expandir, o que vai acabar expandindo a massa concretícia e, por fim ocorrerá a expansão das paredes do blocos, levando a uma degradação da alvenaria.      

Eflorescência em Pintura

Eflorescência em Revestimento com Massa Corrida e Pintura
Eflorescência em Revestimento com Massa Corrida e Pintura

Aqui, temos a massa corrida se desplacando do bloco e da argamassa por presença de eflorescências. Neste caso, a massa corrida recebeu pintura, que, obviamente, também acabou saindo com a massa corrida por conta do ataque da eflorescência.

Desplacamento de Pintura por ataque da Eflorescência

Na foto acima podemos evidenciar a eflorescência causando o desplacamento da tinta acrílica que está aplicada sobre um bloco de concreto.

Eflorescência em Alvenaria

Eflorescência em Alvenaria de Tijolo Cerâmico e Acabamento com Resina Acrílica
Eflorescência em Alvenaria de Tijolo Cerâmico e Acabamento com Resina Acrílica

Nesta imagem, é possível verificar alguns efeitos que a eflorescência causou na alvenaria de tijolo cerâmico. Os problemas identificados nesta foto são: início de perda de massa cimentícia da argamassa na vertical, de desplacamento da argamassa com o bloco e uma falha coesiva da argamassa.

Eflorescência em Alvenaria Estrutural de Tijolo Cerâmico
Eflorescência em Alvenaria Estrutural de Tijolo Cerâmico

Nesta foto, temos um  canto de uma parede de alvenaria, que sofreu o ataque das eflorescências, sendo expulso do restante da massa cerâmica do bloco cerâmico estrutural. Assim, houve perda de parede do bloco, causada pela patologia e que, se não tratada o mais rápido possível, problemas estruturais graves surgirão.

Eflorescência em Alvenaria Estrutural de TIjolo Cerâmico com Acabamento em Resina Acrílica
Eflorescência em Alvenaria Estrutural de TIjolo Cerâmico com Acabamento em Resina Acrílica

Esta foto deixa bastante evidente o problema do acúmulo de água logo acima da laje, na sua canaleta ou na primeira camada de assentamento, com o comprometimento bastante acelerado da camada superficial do bloco. São quatro blocos, aproximadamente, em que uma lâmina fina por completo foi eliminada do bloco.

Eflorescência em Alvenaria Estrutural de Tijolo Cerâmico com Chapisco
Eflorescência em Alvenaria Estrutural de Tijolo Cerâmico com Chapisco

Aqui, temos um sistema construtivo totalmente falho, que é notável uma falha de argamassa de encunhamento lateral na alvenaria, o que leva a um conforto acústico temerário. Também, é possível observar alguns exemplos de eflorescências, que se manifestam sobre a alvenaria e até por cima do chapisco. Isso prova que a eflorescência, além de sair da argamassa de assentamento, passa para o bloco e ultrapassa até mesmo a camada de chapisco aplicada sobre a alvenaria.

Eflorescência em Tijolo Cerâmico

Eflorescência em Tijolo Cerâmico
Eflorescência em Tijolo Cerâmico

Muita gente diz que bloco cerâmico causa eflorescência, mas essa foto pode provar que não é assim que acontece. Na realidade, a eflorescência é derivada de hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio, principalmente, que saem de dentro da argamassa de assentamento e encunhamento lateral e migram para dentro do bloco cerâmico, o que é bastante visível na imagem. Portanto, a eflorescência sempre será proveniente da argamassa de assentamento, não tendo nada a ver com o bloco cerâmico. Alguns deles dependendo do tipo de cerâmica, vão ter mais ou menos afinidade pelo hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio, que causam as eflorescências da argamassa de assentamento.

Eflorescência em Bloco Cerâmico
Eflorescência em Bloco Cerâmico

Esta foto, assim como a anterior, exibe, de maneira bastante clara, que a eflorescência está sendo gerada na argamassa de assentamento e migrando para o bloco cerâmico.

Falha Adesiva da Argamassa de Encunhamento Lateral com o Bloco Cerâmico
Falha Adesiva da Argamassa de Encunhamento Lateral com o Bloco Cerâmico

Aqui, podemos ver uma falha adesiva na argamassa de assentamento na vertical, na parte inferior com o bloco cerâmico. Também verificamos nos blocos menos calcinados que a presença interna da eflorescência nas camadas do bloco já começam a causar um “pipocamento” na superfície. Por uma questão expansiva, temos uma pequena rachadura no meio do bloco se iniciando e, por fim, à direita, uma deterioração da argamassa, que está se dissolvendo aos poucos, o que é visível pela falta de um pedaço dela.

Eflorescência em Bloco Cerâmico Sofrendo Degradação Pela Eflorescência
Eflorescência em Bloco Cerâmico Sofrendo Degradação Pela Eflorescência

Esta foto é bastante didática. Verificamos no canto superior esquerdo um ponto menos calcinado do bloco que já se delaminou, pontos mais ao centro-esquerda com pequenas manchas sobre a camada superficial do bloco, as quais apresentam tonalidade mais clara, puxando para o branco, ainda debaixo da camada superior de argila do bloco. E, ainda outros pontos em que a força expansiva já delaminou parte superficial do bloco cerâmico. Ou seja, podemos notar o  início da degradação por completa do bloco cerâmico por conta da eflorescência.  

Bloco Cerâmico Degradado Pela Eflorescência
Bloco Cerâmico Degradado Pela Eflorescência

Vemos um desgaste da argamassa, pois para ter causado a eflorescência nos blocos, a argamassa teve que perder massa. Também temos a situação do bloco cerâmico, que foi atacado pela eflorescência da argamassa, ficando visível a delaminação quase completa do bloco e também uma fragilidade maior na camada subsequente à superfície do bloco. Logicamente, após o ataque da eflorescência, devido à perda de massa da argamassa de assentamento e encunhamento lateral, as argamassas ficam mais expostas ao ataque das chuvas ácidas, tão comuns em cidades poluídas, deteriorando ainda mais a construção.

Degradação Acelerada de Tijolo Cerâmico com Eflorescência
Degradação Acelerada de Tijolo Cerâmico com Eflorescência

Temos a degradação bastante acelerada do bloco cerâmico estrutural, causada pela eflorescência, que já desfez totalmente a primeira camada do bloco, sendo este constituído por quatro camadas, uma delas já foi extinta pela patologia. As argamassas de assentamento também apresentam sinais bastante claros de desgaste, pois está se desfazendo e se tornando porosa. Por se tratar de um bloco estrutural, note que a eflorescência atacou tanto o bloco, que a estrutura da construção pode ficar comprometida.  

Degradação de Tijolo Cerâmico e Argamassa de Encunhamento Lateral
Degradação de Tijolo Cerâmico e Argamassa de Encunhamento Lateral

Aqui temos a argamassa de assentamento do meio para baixo totalmente degradada, já consumida ou eliminada da superfície do encunhamento lateral dos blocos. É uma falha de argamassa que pode ter sido eliminada pela eflorescência, além de estar causando um comprometimento da parede do bloco, que já começa a se delaminar de uma forma muito acelerada.

Eflorescência em Fachada

Eflorescência em Fachada de Alvenaria Estrutura com Bloco Cerâmico Revestido com Verniz Acrílico
Eflorescência em Fachada de Alvenaria Estrutura com Bloco Cerâmico Revestido com Verniz Acrílico

A imagem acima mostra uma fachada construída com blocos cerâmicos estruturais, que apresenta pontos de maior incidência de eflorescência, o que torna os blocos com menor resistência, e, portanto, mais porosos e sujeitos a ataques de chuvas ácidas.

Detalhamento da Fachada com Eflorescência e Alvenaria Degradada
Detalhamento da Fachada com Eflorescência e Alvenaria Degradada

Temos aqui uma fachada bastante atacada pelas eflorescências, as argamassas de assentamento e encunhamento lateral já perderam bastante massa e ainda, é possível observar um bloco cerâmico cuja parede já começou a se desprender do restante da alvenaria. Futuramente, danos estruturais muito intensos e graves aparecerão nessa construção.

Eflorescência em Revestimento

Eflorescência em Revestimento
Eflorescência em Revestimento


Aqui, vemos o ambiente construído na face interna de massa corrida PVA aplicada diretamente sobre a alvenaria de blocos cerâmicos e um processo de degradação através da eflorescência tanto do bloco quanto da argamassa de encunhamento lateral. A eflorescência, depois de curada, forma os carbonatos de cálcio e magnésio, que são os depósitos brancos visíveis nesta foto e também, neste caso existe uma reação com a acidez do gesso. Portanto, vemos uma camada bastante grossa de eflorescência, que está levando a um desplacamento da massa corrida aplicada como revestimento.

Desplacamento de Argamassa Projetada da Alvenaria com Eflorescência
Desplacamento de Argamassa Projetada da Alvenaria com Eflorescência

Aqui, temos um sistema de revestimento único industrializado com argamassa projetada, aplicada sobre uma superfície de bloco cerâmico, com forte incidência de eflorescência. É muito visível o desplacamento completo da superfície em que foi aplicada a argamassa de revestimento.

Desplacamento de Revestimento por Força Expansiva da Eflorescência
Desplacamento de Revestimento por Força Expansiva da Eflorescência

Nesta foto, conseguimos observar a massa corrida se desplacando da alvenaria, com marcas de eflorescência com cristais bastante longos e uma completa falta de substrato para ancoragem da massa corrida após a ocorrência da patologia.

Falha Adesiva de Revestimento de Argamassa Projetada da Alvenaria com Eflorescência
Falha Adesiva de Revestimento de Argamassa Projetada da Alvenaria com Eflorescência

 

Com esta foto, conseguimos notar, em um único ambiente construído, falta de capacitação da mão de obra, despreparo, desrespeito às boas práticas construtivas e pressa ao entregar a obra. Resultado: a falta de argamassa de encunhamento lateral levou a parede a um módulo de deformação muito alto, por consequência, surgiram microfissuras e desplacamentos, em cima de uma alvenaria que existe nítidos sinais de eflorescências, que não foram eliminados nem tratados quimicamente. O módulo de deformação muito alto leva ao aparecimento de microfissuras, que facilitam a penetração de água, causando ainda mais eflorescências na alvenaria e, consequentemente, levando a grandes proporções de desplacamento na obra. Convém ressaltar que essa parede já apresentava graves sinais de eflorescências durante o seu processo de execução, que não foram tratadas, agravando ainda mais a situação.

Eflorescência no Rejunte e Eflorescência em Piso

Eflorescência em Rejuntamento e Piso
Eflorescência em Rejuntamento e Piso

Esta foto comprova um sistema construtivo que não foi bem pensado, pois há vários problemas que poderiam ter sido evitados. O sistema construtivo em que estamos vendo está falhando, pois existe uma impermeabilização da laje feita com manta asfáltica, na sequência uma argamassa de regularização seguida do assentamento das peças cerâmicas. Em primeiro lugar, o sistema de rejuntamento falhou, porque não era um rejuntamento impermeável e totalmente flexível, além de não terem sido seguidas as juntas de dilatação necessárias ao piso.

Assim, a água penetra por uma falha do rejuntamento e acaba saindo pelos pontos mais vulneráveis, onde ela tem maior facilidade de saída. Ao sair, ela lava os hidróxidos de cálcio e magnésio livres do cimento, que vão carbonatar depois, formando as manchas calcárias sobre a peça cerâmica. No caso, são manchas temporárias ou definitivas. Por isso, sempre que o sistema construtivo não for bem pensado, as consequências são drásticas e inevitáveis.

Eflorescência em Piscina

Eflorescência em Rejuntamento de Piscina
Eflorescência em Rejuntamento de Piscina

Aqui, temos um exemplo de uma piscina sofrendo o ataque de eflorescência. Podemos observar que é o mesmo caso de eflorescências no rejunte e piso, que disse anteriormente. Basicamente, a água lava os hidróxidos de cálcio e magnésio, que ao carbonatarem, formam-se os sais, que se depositam sobre a superfície, surgindo as manchas brancas que vemos na foto.  

Eflorescência em Parede

Eflorescência em Parede
Eflorescência em Parede

Nesta foto, vemos um bloco cerâmico com suas camadas superficiais já bastante degradadas e uma eflorescência latente, que causou o desplacamento do revestimento, da massa corrida pva.

Eflorescência em Parede de Alvenaria Estrutural
Eflorescência em Parede de Alvenaria Estrutural

A imagem mostra a eflorescência causando uma delaminação do bloco cerâmico estrutural. Podemos notar que a parede fica com a estética muito comprometida, dando um aspecto envelhecido e com má conservação.  

Bom, depois de tudo que expliquei sobre eflorescência, acredito que o assunto foi esgotado e que não restaram dúvidas, certo?

As consequências de não utilizar o impermeabilizante adequado e não cuidar da eflorescência logo quando aparecem são muito graves! Por isso, com os exemplos que separei, deu pra perceber que ela causa muitos problemas e comprometimentos tanto estéticos quanto estruturais para as construções. Então, conte com a Blok para qualquer desafio e conheça nossos produtos específicos para eflorescências e tenha um resultado excelente na sua obra!

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